Data
domingo, 13 de julho de 2025 · 19h00
Modalidade
Presencial e ao vivo no YouTube
Nesta palestra, somos convidados a refletir sobre a caridade não como um gesto ocasional, mas como o próprio sentido da nossa caminhada espiritual. O tema parte da bandeira de Ismael — "Deus, Cristo e Caridade" —, anunciada como a missão dos espíritas reencarnados no Brasil: divulgar o Evangelho em espírito e verdade. Mais do que um dever externo, essa missão é apresentada como um compromisso que cada espírito assumiu antes mesmo de nascer.
A partir daí, o tema se aprofunda na pergunta essencial: o que é, de fato, a caridade? O apóstolo Paulo, na primeira carta aos Coríntios, nos oferece uma definição exigente — a caridade é paciente, branda, não invejosa, não orgulhosa e jamais desdenhosa. O exemplo de André Luiz, em Nosso Lar, ilumina esse ponto delicado: o bem praticado com pouco caso ainda gera frutos, mas carece da essência moral que o torna verdadeiramente caridoso.
O ponto mais alto dessa reflexão está na definição que o próprio Jesus dá à caridade, registrada na questão 886 de O Livro dos Espíritos: benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias e perdão das ofensas — o conjunto que, de forma carinhosa, ensina-se às crianças como "BIP". É a caridade entendida não como sentimento íntimo, como a fé e a esperança, mas como ação que se volta inteiramente para o próximo. Por isso, dentre as três virtudes, a caridade é a mais excelente.
A palestra avança então pelo "Código Penal da Vida Futura", de O Céu e o Inferno, que descreve as etapas da correção das faltas — arrependimento, expiação e reparação. A reparação é apresentada como o estágio mais elevado: pura doação, caridade ativa sem qualquer vínculo de interesse. Esse caminho ganha rosto na passagem do jovem rico, examinada à luz de Mateus e de Lucas e, depois, de Primícias do Reino, de Amélia Rodrigues. O convite de Jesus ao desprendimento total revela o quanto a perfeição espiritual nos pede coragem para abrir mão do que prende o coração.
O encontro se encerra com uma reflexão de Divaldo Franco sobre a cooperação mútua entre as criaturas: a criatura fala ao Criador pela oração, o Criador responde pela inspiração e auxilia por meio das demais criaturas. Fica o convite a praticarmos, no cotidiano, a verdadeira caridade — aquela que soma alegrias, diminui males, multiplica esperanças e divide a felicidade.