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CEMA — Centro Espírita Maria Madalena

Data

domingo, 16 de novembro de 2025 · 19h00

Modalidade

Presencial e ao vivo no YouTube

O que significa, de fato, estar em comunhão com Deus? A partir de uma releitura da parábola do Filho Pródigo, esta palestra convida cada um a examinar a própria relação com o Criador: somos como o filho que se afasta em busca dos próprios caprichos, ou como aquele que, mesmo próximo, se deixa tomar pelo orgulho e pelo ciúme?

Apoiado em O Livro dos Espíritos, Frederico Guerin parte das definições essenciais — comunhão como harmonia e sintonia de ideias, e Deus como a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas (questão 1) — para mostrar que o amor divino é incondicional e não se sustenta em barganhas. Não oferecemos a Deus um sacrifício em troca de favores; somos chamados à fidelidade serena dos que reconhecem os próprios deveres.

Com base em Boa Nova (capítulo 19) e na questão 621 de O Livro dos Espíritos, a reflexão recorda que cada criatura traz em si um santuário, onde a lei de Deus se inscreve na voz da consciência. Comungar, portanto, não se limita ao ato da prece: revela-se nas atitudes cotidianas e no esforço constante de reforma íntima.

A prece surge como o luminoso caminho entre o coração humano e o Pai de infinita bondade, expressão tanto de agradecimento quanto de rogativa. A imagem do homem que cava o poço em terra árida, persistindo por dias, ilustra a fé raciocinada e ativa que sustenta a comunhão mesmo nas provas — em contraste com a fé que oscila diante das dificuldades, tema caro a O Evangelho segundo o Espiritismo.

Olhando para a constância do Sol, da chuva e das tempestades, a palestra conduz à fidelidade a Deus como compreensão do dever, lembrando, com Joanna de Ângelis (O Ser Integral), que o orgulho é muitas vezes o ego disfarçado de merecimento. O encerramento reafirma que gravitamos para a unidade divina pela caridade e pelo amor ao próximo — pois é na caridade que se inicia, de verdade, a comunhão com Deus —, coroado pela poesia "Cantiga da Esperança", de Maria Dolores.

Referências doutrinárias

Codificação

  • O Livro dos Espíritos

    Allan Kardec

    • questões 1, 621, 625 e 1009
  • O Livro dos Médiuns

    Allan Kardec

    • questão 303
  • O Evangelho Segundo o Espiritismo

    Allan Kardec

    • Fé raciocinada e fé cega.

  • O Céu e o Inferno

    Allan Kardec

    • O céu e o inferno dentro de nós.

Psicografadas

  • Boa Nova

    Humberto de Campos · psicografia de Chico Xavier

    • capítulos 4 e 19

      "Comunhão com Deus".

  • O Homem Integral

    Joanna de Ângelis · psicografia de Divaldo Franco

    • O ego como orgulho disfarçado de merecimento.

  • O Evangelho por Emmanuel: Comentários ao Evangelho Segundo João

    Emmanuel · psicografia de Chico Xavier

    • Fidelidade e comunhão.

  • Obreiros da Vida Eterna

    André Luiz · psicografia de Chico Xavier

    • Limpeza energética.

  • Libertação

    André Luiz · psicografia de Chico Xavier

    • Limpeza energética.

  • No Mundo Maior

    André Luiz · psicografia de Chico Xavier

    • Limpeza energética.

  • Antologia da Espiritualidade

    Maria Dolores · psicografia de Chico Xavier

    • Poesia "Cantiga da Esperança".

Referências bíblicas

  • João

    10:301

    1. 1"Eu e o Pai somos um".
  • Colossenses

    3:141

    1. 1"Revesti-vos do amor, que é o elo perfeito".

Principais tópicos abordados

01A parábola do Filho Pródigo sob nova ótica
A história é reinterpretada para além do vínculo familiar, iluminando dois modos de nos afastarmos de Deus: o do filho que parte em busca dos próprios prazeres e o do irmão que, mesmo próximo, se enrijece no orgulho e no ciúme.
02O que é comunhão e o que é Deus
Comunhão é definida como harmonia e sintonia de ideias; Deus, conforme a questão 1 de O Livro dos Espíritos, é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. O amor divino é graça incondicional, sem barganha.
03O santuário do espírito e a voz da consciência
Com base em Boa Nova (cap. 19) e na questão 621 de O Livro dos Espíritos, destaca-se que a lei de Deus está escrita na consciência, exigindo esforço individual para ouvi-la e praticá-la.
04A prece como caminho luminoso
A oração é o elo entre a criatura e o Criador, unindo louvor e rogativa. Comungar não se restringe à prece, mas se manifesta nas atitudes e na busca constante da melhoria íntima.
05Fé raciocinada e persistência
A metáfora do homem que cava o poço em terra seca por cinco dias ilustra a fé ativa e perseverante, em contraponto à oscilação entre a fé cega e a fé raciocinada descrita em O Evangelho segundo o Espiritismo.
06Fidelidade a Deus e as leis da natureza
A constância do Sol, da chuva e das tempestades é exemplo de fidelidade; a verdadeira sintonia com o Pai exige reforma íntima e superação do orgulho, "o ego disfarçado de merecimento".
07A caridade como elo perfeito da comunhão
Gravitar para a unidade divina é o objetivo da humanidade (questão 1009). Não é no Espiritismo, mas na caridade, que se encontra a salvação — e nela se inicia a comunhão com Deus, conforme Colossenses 3:14: "o amor é o elo perfeito".