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CEMA — Centro Espírita Maria Madalena

Data

domingo, 09 de novembro de 2025 · 19h00

Modalidade

Presencial e ao vivo no YouTube

A palestra Quando o Espírito Floresce, proferida por Moisés Andrade, parte da imagem singela e profunda da figueira seca para conduzir uma reflexão sobre os frutos que cada um de nós tem oferecido à vida. Tomando como base a parábola registrada em O Evangelho segundo o Espiritismo (cap. 19, item 8) e no Evangelho de Marcos (11, 12-14 e 20-23), o expositor revela que a árvore frondosa, porém estéril, é o retrato de quem cultiva apenas a aparência do bem, sem traduzi-la em atos.

Ao longo da exposição, estabelece-se uma distinção essencial entre o progresso intelectual e o progresso moral. Usando a analogia da trajetória escolar — do jardim da infância à pós-graduação —, o palestrante lembra que o Espírito é criado simples e ignorante e evolui ao longo de sucessivas existências. Para passar pela "porta estreita" de que falou Jesus, é preciso desfazer-se voluntariamente das "bagagens" inúteis: vícios, apegos e imperfeições morais que pesam e impedem o caminhar.

O coração da reflexão está na frutificação espiritual. Os frutos que produzimos são nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações. Diante da pergunta "que frutos eu tenho oferecido?", somos convidados a um exame sincero: nossos pensamentos têm sido bons? Nossas palavras edificam ou maldizem? Nossos atos socorrem ou ferem? A figueira sem frutos torna-se símbolo de quem teve a oportunidade de ser útil e não a aproveitou.

A palestra aprofunda ainda o sentido do coração espiritual — não o órgão físico, mas a essência luminosa ou sombria que de fato somos — e retoma o ensino de Jesus de que os olhos são a lâmpada do corpo: aquele que treina o olhar apenas para o mal acaba mergulhado em cegueira espiritual, enquanto o olhar voltado ao bem enche de luz todo o ser.

Como desdobramento prático, o expositor lembra que a piedade e o amor começam dentro do próprio lar, no respeito aos pais e na honra à família (1 Timóteo 5,4; quarto mandamento), e culmina no convite do Cristo a amar uns aos outros (João 13). O Espírito floresce e frutifica sempre que se pratica o bem — e, por menor que seja a luz de uma boa ação, ela já é suficiente para dissipar as trevas.

Referências doutrinárias

Codificação

  • O Evangelho Segundo o Espiritismo

    Allan Kardec

    • cap. 19, item 8

      A parábola da figueira que secou.

  • O Livro dos Espíritos

    Allan Kardec

    • O Espírito criado simples e ignorante.

Referências bíblicas

  • Marcos

    11:12-14, 20-231

    1. 1A figueira seca.
  • Lucas

    3:7-131

    1. 1João Batista: produzir bons frutos; repartir.
  • 1 Timóteo

    5:41

    1. 1Exercer a piedade na própria família.
  • João

    cap. 131

    1. 1Amar uns aos outros.

Principais tópicos abordados

01Progresso intelectual versus progresso moral
A erudição acadêmica não garante o aprimoramento da alma; o desenvolvimento moral exige um esforço que a escola comum não ensina.
02A parábola da figueira seca
A análise do episódio bíblico (Evangelho de Marcos e O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 19) ilustra a esterilidade de quem mantém só a aparência do bem.
03O verdadeiro sentido de "maldizer"
Esclarece-se que "amaldiçoar" deriva de "maldizer" (falar mal) e funcionou como figura de linguagem pedagógica, desfazendo a ideia de uma ação severa por parte de Jesus.
04Frutificação espiritual: pensamentos, palavras e ações
Convite à autoavaliação diária sobre a qualidade dos frutos que cada um produz, sem hipocrisia e sem discursos vazios.
05O coração espiritual e a visão interior
Distinção entre o coração físico e o "coração espiritual"; o olhar treinado apenas para o mal gera cegueira espiritual.
06A prática do bem que começa na família
A piedade e o amor se exercitam primeiro no lar, honrando os pais, e se ampliam no mandamento de amar ao próximo.