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CEMA — Centro Espírita Maria Madalena

Data

domingo, 11 de maio de 2025 · 19h00

Modalidade

Presencial e ao vivo no YouTube

Há sentimentos que o tempo não desgasta e a morte não interrompe. O amor de mãe é um deles. Nesta palestra, Kátia Malaquias convida-nos a contemplar a maternidade não como um simples papel biológico, mas como uma sublime missão espiritual — um aprendizado que a alma cultiva ao longo de séculos, depurando o instinto até alcançar a expressão mais pura do amor incondicional.

À luz da Doutrina Espírita, a palestrante distingue o amor instintivo, que também os animais dedicam à sua prole, do amor humano, que persiste por toda a vida, transcende a própria morte e acompanha o filho para além do túmulo. É essa diferença, ensinada por Allan Kardec em O Livro dos Espíritos (questão 890), que revela na maternidade uma verdadeira virtude em construção.

Ao longo da reflexão, somos conduzidos pela ternura de exemplos inesquecíveis: Maria de Nazaré, que aos pés da cruz repete "cumpra-se em mim a tua vontade"; a mãe que, na fila de Chico Xavier, cede sua senha a outra mãe em sofrimento maior e, por esse gesto de caridade, alcança amparo ao filho; e a figura de Gregório, em Libertação, resgatado das trevas após mil anos pela voz inesquecível de sua mãe. Cada história ilumina a mesma verdade: o amor materno move o universo e "arromba as portas do céu".

A palestra nos lembra, enfim, que a maternidade é um caminho de regeneração — não apenas pessoal, mas do próprio mundo. A cada reencarnação como mãe, dilatamos a capacidade de amar até sermos capazes de amar o filho do outro como nosso. Esse é o legado: um amor que se aperfeiçoa sem cessar e que, mesmo na ausência ou na saudade, jamais se rompe.

Referências doutrinárias

Codificação

  • O Livro dos Espíritos

    Allan Kardec

    • questão 890

      Amor maternal: instinto e virtude.

  • O Evangelho Segundo o Espiritismo

    Allan Kardec

    • cap. XV

      "Fora da caridade não há salvação".

Psicografadas

  • Entre a Terra e o Céu

    André Luiz · psicografia de Chico Xavier

  • Boa Nova

    Humberto de Campos · psicografia de Chico Xavier

    • cap. 20

      Maria de Madalena.

  • Lázaro Redivivo

    Irmão X · psicografia de Chico Xavier

  • Libertação

    André Luiz · psicografia de Chico Xavier

    • História de Gregório.

Outras obras

  • O Profeta

    Khalil Gibran

    • Sobre os filhos.

Principais tópicos abordados

01A maternidade como missão espiritual
Mais do que gerar, ser mãe é uma tarefa que a alma exerce por séculos, aperfeiçoando a qualidade do sentimento até atingir o amor pleno, conforme ensina André Luiz em Entre o Céu e a Terra.
02Instinto ou sentimento? A questão 890 de O Livro dos Espíritos
No animal, o amor pela prole é limitado às necessidades materiais e cessa quando os cuidados se tornam inúteis; no ser humano, persiste por toda a vida e sobrevive à própria morte, constituindo uma virtude.
03Maria de Nazaré, exemplo maior de mãe
A entrega de Maria aos pés da cruz, narrada em Lázaro Redivivo e Boa Nova, revela a confiança e a fé que sustentam todas as mães nos momentos de dor e desequilíbrio.
04O amor que arromba as portas do céu
A prece materna como força que move o universo, ilustrada pela história da mãe que cede sua senha na casa de Chico Xavier e pelo resgate de Gregório, em Libertação.
05Filhos como flechas: amar e libertar
Na imagem de Khalil Gibran, as mães são o arco e os filhos as flechas; cabe à mãe impulsionar a prole rumo à sua própria meta, sem viver a vida nem sonhar os sonhos do filho.
06Maternidade sem filhos biológicos
O exemplo de Maria de Madalena (Boa Nova, cap. 20) e de Madre Teresa de Calcutá: ser mãe de quem não tem mãe, irmã de quem não tem irmão — o amor maternal que se expande à humanidade.
07A mãe e o mundo de regeneração
Fundamentada no capítulo "Fora da caridade não há salvação" (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XV), a palestra mostra a mãe como exemplo vivo da caridade que conduz ao mundo regenerado.