Data
domingo, 21 de setembro de 2025 · 19h00
Modalidade
Presencial e ao vivo no YouTube
Na palestra "Jesus e Eu", o expositor Carlos Rubens nos convida a uma jornada de autoconhecimento que tem como ponto de partida um dos episódios mais marcantes do Cristianismo: a estrada de Damasco e a transformação de Saulo de Tarso, narrada no romance Paulo e Estêvão, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, e nos Atos dos Apóstolos. Assim como Saulo partiu disposto a combater os cristãos e voltou transformado pela luz do Cristo ressuscitado, também nós percorremos a nossa própria estrada — não para perseguir o Mestre, mas para nos aproximarmos dele e melhor conhecê-lo.
A reflexão central gira em torno da visão panorâmica: aquele momento, revelado pela Doutrina Espírita, em que o espírito, ao desencarnar, revê todas as suas ações desde o nascimento até o último suspiro. Diante dessa certeza, o expositor destaca a importância do autoexame diário, lembrando o exemplo de Santo Agostinho, que registrava os prós e os contras de cada dia para, no dia seguinte, corrigir-se com serenidade (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII).
Carlos Rubens detalha ainda o episódio dos três dias de cegueira de Saulo e sua cura por Ananias, lendo-o como símbolo da queda do orgulho, da vaidade e da prepotência — as "escamas" que precisam cair dos nossos olhos. Daí o alerta ao "pseudo-sábio", aquele que julga já saber de tudo, e o convite à disciplina como caminho de transformação, evocando o conselho de Emmanuel a Chico Xavier: "disciplina, disciplina e disciplina".
Em sintonia com o mês de valorização da vida, a palestra reforça o acolhimento como prática viva. O expositor apresenta o atendimento fraterno como porto seguro para quem chega à casa espírita carregando dores nem sempre visíveis — os "infortúnios ocultos" de que fala o Evangelho — e convoca cada um ao serviço ao próximo, à caridade e ao trabalho voluntário como expressões concretas da lei de amor ensinada por Jesus.
Mais do que um estudo doutrinário, "Jesus e Eu" é um convite a olhar para dentro, reconhecer a própria estrada e dar o primeiro passo: responder, como Saulo, à pergunta que ecoa em todo coração que busca a luz — "Senhor, que queres que eu faça?".